sábado, 21 de janeiro de 2012

tsurus, rosas e estrelas

Eu via tudo nascido: rosas multi cores, tsurus brilhantes, minúsculas estrelas. Imaginava a leveza de seus dedos, dobrando papeizinhos coloridos.
E amava a produção encantada deixada sobre minha mesa. Num canto de sua própria mesa. Em gavetas. Por múltiplos lugares.
Eu a encontrava em cada delicada dobradura. Nos múltiplos origamis.
Tsuru: o pássaro da felicidade. Mil deles produziriam felicidades mil. Mas, ela não os contava. A felicidade, parece, naquele momento, era parir tisurus.
As rosas perfumavam minha sala com tons diversos. Juntei no vaso de cristal.
E dava de presente. Colei no abajur de meu quarto, ao lado de minúsculas estrelas e tsurus.
A produção silenciosa. Deixada aqui e ali. Aparentemente ao acaso, deixava rastros de presença. Viva. Especial. E eu me orgulhava em silêncio. De toda delicadeza. Espalhada por nossa vida.
Então eu a ouvi dizer: que o origami limpava suas confusões. Aquietava suas perguntas. Fazia chover auroras: límpidos horizontes. Povoava seu mundo de silêncio. Quietude.
Minúsculos tsurus, rosas e estrelas de urigami tornaram-se ainda mais especiais. Presentes.
De minha filha.